segunda-feira, 23 de maio de 2011

Mais “discrição” e menos “descrição”

Marcelo fez algo que não fazia há muito tempo: escreveu uma carta à mão.

O destinatário não era definido. Ele se referia a todas as pessoas que são pré-julgadas e têm o odioso ônus de verem que ainda não estamos, de fato, em um Estado Democrático de Direito:

Dentre as centenas ou milhares de cartas, sinceramente, não sei o que de novo acrescentar. Sei apenas que sinto uma necessidade enorme dar todo o meu apoio a um tão insípido sofrimento propagado pelo tempo.

Não somos juízes, nem defensores. Somos apenas seres que buscam um único ideal: a felicidade.

As atitudes equivocadas ou caminhos errados não têm o condão de expropriar a bondade de nossos corações.

Saiba minha querida desconhecida, que não és a única a ser jogada à fogueira pela opinião pública. A todo dia ela busca “heróis” e “vilões” para aumentarem a audiência. Mas, na verdade, não existem “heróis” tampouco “vilões” na novela da vida real. Existem pessoas. Desconhecidas. Desconhecidas que tornam conhecidas do dia para a noite. Uma fama às avessas.

Mesmo assim, há outras pessoas, que não possuem a mínima intenção de proferir um juízo de mérito sobre a conduta alheia.

Espero de todo o meu coração que a ferida do seu coração consiga se cicatrizar com o tempo. Tolos são os que pensam que quem age, não sofre.

Tolo é o que julga, pois um dia será julgado. Falo da lei da vida. Ela nos dá lições muito valiosas, porém poucos são os que se escutam a voz da melhor razão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário